BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo

 

   

 
     

       

       


     
     
    Eu fico fora de si



    Identidade

     

    Ela tinha um irmão mais velho. Em todas as brincadeiras se metia mesmo quando não era chamada. Ela não se enxergava como mais nova, menor… Queria ser vista pelo irmão como uma igual, como uma parceira. Afinal, ela o admirava tanto que queria descobrir o mundo junto com ele. Pena que ele a enxergava como a caçulinha.

    "Esse brinquedo é pra criança mais grande", "Esse brinquedo é de menino"… E lá estava ela brigando para participar. 

    Era a menor, mais fraca, mas bastava gritar um "Paiêê" que ganhava a força de um leão. 

    Não importava se estava certa ou errada, seu pai sempre a defendia.

    O irmão reclamava: "Mas foi ela que começou!"

    Ele respondia "Imagina! Ela é uma santinha!"

    "Santinha do pau oco" sussurrava em resposta.

    E continuou assim, porque ela nunca conseguia o alcançar. Quando ela finalmente fazia aniversário para se tornar mais velha, ele também fazia… Uma batalha continua para fazer parte daquela geração que não era a dela.

    Cresceram os pelinhos, os peitinhos e também as diferenças.

    "Como ele não percebe que não sou mais aquela que o dedura pro papai? Como ele não percebe que cresci?" se perguntava. 

    Não queria batalhar para ser ouvida. Se falando não era percebida em sua essência, quem sabe muda?

    Sim, a solução era não falar. E ficou assim por 6 meses. Em silêncio.

    As diferenças entre os dois cresceram tanto que quem os encontrasse talvez nem desconfiasse que eram irmãos. Agora, além de estarem em silêncio estavam a kilometros de distancia. Ela no Brasil, ele no Japão.

    Ele mandou uma carta. 

    "Serei pai. Volto para o Brasil."

    Em silêncio ela permaneceu. 

    Ao toque da campainha abriu a porta e logo avistou os olhos de uma menina no colo de seu irmão. Ele estava muito mudado, mas aqueles olhos… ahhh, os olhos daquela menininha eram iguais aos dela.

    Nunca se sentiu tão perto de seu irmão como estava agora, de alguma maneira, naquele colo.

     



    Escrito por menina paulinha às 00h25
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    trajeto

     

    Saí de uma gravação em cima da hora para a primeira e tão esperada aula do curso da Escola de Cinema de Cuba. No meio da pressa para chegar no horário e da fome rangendo, pouco consegui sentir a ansiedade que imaginava que apareceria.

    Tinha pouco tempo. Tão pouco que tive tempo apenas para pegar dinheiro para o táxi e comprar um salgadinho vagabundo numa banca de jornal.

    Ahh! Como almejei algo quentinho, macio e salgado para mastigar! No entanto, o que estava ao alcance da minha realidade era um salgadinho Torcida sabor Pizza de 90g.

    Pedi, então, licença ao motorista do táxi para comer a comida farelenta em seu carro, lhe prometendo não sujá-lo. Fui muito bem recebida por ele, que apenas respondeu "Se sujar, não será nada que não se limpe". Deveria ter usado essa frase como resposta a todas vezes que fui reprimida pelos meus pais por qualquer sujeira…

    Me senti bem, livre e satisfeita em poder finalmente comer. Naquele momento minha única preocupação seria o presente e o presente era comer e ouvir a rádio preferida do taxista.

    Mas ao abrir a embalagem do alimento industrializado me lembrei que, ao contrário do que desejava, aquilo além de salgado, era duro e frio. Pensei: "Que desperdício comer esse salgadinho gorduroso e duro e frio e está bem, saboroso… Mas a essa hora da noite, vou estragar meu estômago…". 

    Em seguida passei a me perguntar "Se essa não é a melhor hora para comer qualquer coisa sendo que sentia uma fome significativa, qual seria a hora ideal para o salgadinho vagabundo?".

    Quando era criança, lembro-me que a qualquer momento em que passasse por um Mc Donalds achava que era possível comer um x-burguer. Só descobri que não se come a qualquer hora quando numa dessas passadas em frente sugeri a minha mãe que comêssemos e tive como resposta: "Está doida? São 16h! Não é hora de comer!" 

    Finalmente coloquei o salgadinho na boca. Por sinal, vale ressaltar que foi de um prazer imenso colocá-lo sobre minhas papilas gustativas. "Que delícia! Quanto sabor…" Meu cérebro estava todo voltado para o paladar até a audição perceber o Croinch-Croinch que qualquer alimento crocante faz. 

    Um carro e dentro dele eu, o salgadinho, o rádio em baixíssimo volume e o taxista simpático. Eu orquestrava o barulho, o salgadinho fazia o barulho, o rádio não atrapalhava o barulho e o taxista ouvia o barulho. Taxista esse que provavelmente naquela hora não teria jantado mas já deveria estar com fome. Ofereci o salgadinho para ele que recusou de pressa, mas com pouca insistência já estendeu sua mão. Devorou em poucos segundos um amontoado significativo, enquanto eu também devorava aquilo que tinha um sabor viciante. Me questionei se já era hora de oferecer mais, afinal, tem certas coisas que ou não se come, ou se devora. Descobri naquele momento que o Torcida sabor pizza definidamente era dos que se devora. Mas, fazendo cálculos matemáticos rápidos, caso eu lhe oferecesse mais logo em seguida de sua primeira devorada que durou poucos segundos eu criaria um ciclo vicioso que acabaria com o pacote em menos de 5 minutos.

    Mas como poderia eu desfrutar do sabor daquilo enquanto imaginava a vontade que o motorista deveria estar de comer aquilo. Uma tortura. Não agüentei resistir e lhe ofereci mais. A proposta logo foi aceita e novamente perdia de vista sinais daqueles crocantinhos. E então o mesmo racícionio voltou a me perturbar, até que desisti de comer e disse: "Quer mais? Já não estou agüentando…" 

    Ele aceitou.

    E eu parei de sofrer com a minha paranóia.



    Escrito por menina paulinha às 01h03
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    Casa de chá

    Hoje tive uma experiência numa casa de chá.

    Já fui em algumas casas de chá, mas nunca em um shopping.

    Para relatar o momento, é necessário antes explicar minha relação com o chá. 

    Para mim, beber chá é algo muito além de ingerir um líquido quente. Beber chá é algo mágico. É viver de fato o momento de ingerir algo externo e adquirir a substância internamente. É uma momento de reflexão, terapeutico, em que eu me sinto mais próxima de mim mesma.

    Isso não significa porém que quando alguém me encontrar tomando chá eu estarei fazendo movimentos estranhos com o corpo, recitando mantras ou em silêncio.

    Fiz do chá me melhor amigo quando tive problemas com pânico. Ele foi um dos grandes aliados e continua sendo, mesmo sem os ataques de ansiedade.

    Continuo o amando. 

    Os amando, álias. São tantos sabores, cheiros...

    Antigamente achava que chá era o maior engodo. O sabor não era pario para o seu cheiro e isso me decepcionava. Preferia gelatinas, que não têm cheiro e eram mais saborosas. Hoje não vejo graça na gelatina. O nosso paladar vai mudando com os anos, mas isso já é papo pra outro texto.

    Um dia, adolescente, minha vó mineira me viu tomando chá sem açúcar e disse: "Quer ser elegante tomando chá sem açúcar?" Achei bonitinho ela relacionar a falta de açúcar com elegância e nunca mais adocei meus chás. Nem suportaria. O açúcar parece estragar a pureza do sabor.

    Hoje bebi o chá muda. Estou sem voz há alguns dias e preciso dela para trabalhar. 

    No meio de um dia atribulado, precisando de um santo remédio pra voz voltar em poucas horas me deparei com a loja de chás que sempre passo em frente e tenho vontade de entrar. 

    Pedi um chá que pudesse melhorar a rouquidão e me sentei. 

    O lugar é bem decorado, mas completamente aberto para o corredor do shopping. A música gostosa mas contaminada pelo som peculiar de um shopping. O chá era uma delícia (maça com canela), mas pela primeira vez senti necessidade de ter alguma outra atividade além de beber de fato o chá. 

    Sozinha. Sem celular. Sem internet. Sem livro. Sem papel e sem lápis.

    Queria desenhar, ler, escrever... Mas bebi o chá, naquela imensidão de vazio com impessoalidade. 

     

     



    Escrito por menina paulinha às 17h07
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    Alguém entende um arrepio?

    Eu te conheci e, aos poucos, você ganhou espaço no meu dia. Quando percebi você já fazia parte da minha vida. Em pouquíssimo tempo, você quase se tornou protagonista dela. 

    Como amigo, você me fez adorar a sua preocupação com o meu bem estar, a sua graça, a sua risadas da minha graça e o seu 'bom dia' de todo dia. Cada frase, cada palavra, cada sorriso a distância me faziam te querer de perto. Por curiosidade. Por interesse. Por vontade. 

    Te encontrar me fazia perceber que você era realmente muito gostoso de estar junto. Conversas intermináveis, risadas sinceras e liberdade em ser quem eu sou.

    Quem poderia imaginar que quando eu acreditei que nunca mais me encantaria por alguém, senti arrepios só de ter sua mão encostada na minha. 

     

    Um abraço fazer o coração disparar, um toque me fazer esquentar, um beijo me fazer sentir algo que não encontro palavras para explicar, tudo isso não pode ser normal. É mágico, só pode ser mágico! Raridade que não se desperdiça… 

    Quero mergulhar nessa sensação, quero entrar nas estranhas desse arrepio, quero enxergar e apalpar esse sentimento. Quero encostar nesse nervo até sentir dor.

     

    Você virou amante. No melhor sentido da palavra. A pessoa com quem se troca carinho. Não gosto de 'ficante', 'caso', 'rolo' ou 'enrosco'. Poderia dizer 'namorado' já que estive 'enamorada', mas essa palavra já traz uma série de cobranças e pressões que passaram longe de mim. Quase escrevi 'da gente', mas não houve 'a gente'.

     

    Antes de entender uma pontinha se quer dessa sensação 'especial', ela desapareceu. Talvez nunca existiu, para ele. 

    Ou talvez existiu e sumiu sem se despedir. Quantas vezes não fui eu quem não disse adeus, por não perceber meu coração quente se transformar em pedra de gelo de repente…

     

    Acho graça de tudo isso. Como algo tão inexplicável e raro pode ser ao mesmo tempo tão banal?

    Será que da próxima vez que sentir isso, vou conseguir ignorar o fato de que isso acaba e, pior, pode acabar antes mesmo de matar a minha sede? Espero que sim… Porque é gostoso sentir arrepios e não me arrependo nenhum pouco de ter me arrepiado com você.



    Escrito por menina paulinha às 00h21
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    mulheres mentirosas

    Por que as mulheres mais interessantes que eu conheço poderiam ser consideradas fáceis, biscates, vadias e vagabundas pela sociedade?

    Talvez porque essas seriam as mulheres que falam a verdade.

    Nós mulheres nos conhecemos bem. Umas as outras. Nos conhecemos o suficiente para saber que a realidade exposta por todas de modo algum é a realidade.

    Como na música que está no CD Transa de Caetano: "Se seu corpo ficasse marcado por lábios ou mãos carinhosos, [ahh, mas só assim...] eu saberia a quantos você pertencia".

    Homens compram suas mulheres como produtos: os menos tocados são os mais valiosos.

    Mulheres se valorizam enganando, forjando, omitindo e até mentindo. 

    Dentro de tudo que li, vi e ouvi, conclui que as mulheres mais interessantes que conheço aproveitaram a vida sem vergonha. Valiosas, gêniais, inetligentes, completas, sensíveis, brutas, plenas, com conteúdo transbordante. Transbordava também o amor, a vontade, a ansiedade e, inclusive, o sexo.

    Amy Winehouse, é só um exemplo delas.

    E o que há de errado nisso, afinal de contas?

    Esse texto nem é para os homens machistas. É para você, mulher mentirosa - santa do pau oco, que ajuda a sociedade a sufocar aqueles que querem viver a verdade.

    Errado, para mim, é sexo como comércio. Vender seu sexo para comprar, seja dinheiro ou status, é a mesma prostituição.

     

     

     



    Escrito por menina paulinha às 01h58
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    sensações boas

    fechar uma pauta gostosa.

    ler um bom livro.

    daimoku.

    dançar pelada.

    fazer charlotte.

    liberdade de ficar horas deitada, sem compromisso.

    assistir filme deitada no chão cheia de almofoda.

    caminhar com fone de ouvido e árvores ao redor.

    pisar na grama!

    um mergulho no mar.

    deitar na grama, com uma canga, ouvindo chico e o solzinho ninando.

     

     

     

     



    Escrito por menina paulinha às 02h55
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    conto de fadas

    Ela tinha 13 anos e se apaixonou por ele. primeira vista.

    ele andava de patins e tinha uma cicatriz no peito.

    tocava gorillaz. ela queria falar com ele e disse "não mude de música, eu adoro".

    ela não adorava ainda, mas não parou de escutar aquela música as férias inteiras.

    naquela época queria viver namoricos que meninas de 13 anos vivem. mas não viveu com ele.

    ficou com outro, mais novo, menos charmoso, menos bonito, menos isso e aquilo.

    cruzou com ele que ela tanto desejava. ele e seus amigos. todos riam uma felicidade que ela nunca havia presenciado.

    não conseguia tirar os olhos dele, deles, daquilo. e a ingênuidade sempre a fez se sentir um pouco invisível, bobinha.

    não olhou para frente. não viu o poste. bateu a cabeça, fez muito barulho. todos a notaram e riram, agora dela.

    Anos depois, ele era o fraco. ela a decidida, interessante e segura.

    ele morava sozinho em um apartamente medíocre. ela levou uma fita para assistirem. 

    ele, agora, a respeitava. ela só queria devorá-lo. devorá-los, ele e o passado.

    ela alegou estar com sono e foi para cama, enquanto ele estudava.

    desejando-o ardentemente o chamou.

    ela tentou avisá-lo que não sabia fazer o que queria fazer, ela realmente não sabia, tinha feito apenas uma única vez...

    ele não acreditou. e foi ele quem a devorou.

    boba, de novo ele a venceu.

    ela não sabia que em briga entre homem e mulher, quem dá perde.



    Escrito por menina paulinha às 01h54
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    Eu tenho um problema muito sério...

    Eu quero fazer algo, sei que se eu fizer não vou obter o resultado esperado. peço conselhos com esperança de ouvir que alguém acha que aquilo pode dar certo, como se uma opinião pudesse transformar a realidade. mesmo sem ouvir opinião positiva eu insisto em alterar o rumo da situação... faço aquilo que tinha tudo para dar errado e, obviamente, dá errado.

    eu não faço isso de vez em quando... eu faço isso SEMPRE.

    vou explicar de novo para transparecer o drama:

    eu sei que uma coisa não está dando certo e fico insistindo naquilo para mudar a realidade... tentando acreditar que na verdade tá tudo certo e que o "problema" está na minha cabeça... insisto tanto que o problema fica estampado na minha cara depois e eu penso "mas porque eu insisti tanto nisso sendo que eu senti desde o primeiro momento que não ia dar certo"?

    mais uma vez:

    eu sei que não vai rolar, só que como eu não posso ter absoluta certeza de nada eu me apego nessa mínima incerteza como uma possibilidade de dar certo. só que eu já sei que não vai dar. e falo: ah vou tentar mesmo assim, vai que dá. e não dá e depois da raiva.

    Eu constatei que isso acontece direto comigo, em situações completamente diferentes entre si.

    Acho que isso é um problema. Por que depois eu me sinto uma idiota que não confiou no próprio feeling.

    normalmente eu ajo durante os meus ataques de ansiedade, que não são poucos. alias estou tendo um agora, por isso estou acordada quase 4 da mãnha.

    ai que bom passou... vou cair de sono!

     



    Escrito por menina paulinha às 03h40
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    confissões de adolescente quase adulta

    eu me apaixono... sempre, em quase todo lugar...

    hoje sai, fui pra uma festa com gente esquisita, escolhi o cara mais esquisito para deboxar...

    dali a instantes estava imitando o modo dele dançar...

    dali a instantes senti saudade do lado dele estar.



    Escrito por menina paulinha às 03h50
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    Cheiro ruim.

    vou contar um fato nada interessante...

     

    Quando cheguei hoje no trabalho, a porta do elevador se abriu e, contrariando todas as regras vigentes, um cara que estava dentro do elevador ficou esperando eu entrar para ele sair.

    Falei: "Pode sair primeiro." E pensei "Mas porque caralho ele não sai?"

    Quando entrei no elevador descobri. Um puta cheiro horrível que parecia uma mistura de comida chinesa com de água usada para limpar o chão do restaurante por kilo da esquina.

    Tive certeza: "Ele peidou e ficou enrolando pra sair, daí quando eu entrasse o cheiro ter diminuido" E fiquei torcendo para o elevador ir direto para o 7.o andar, assim não correria o risco de outra pessoa achar que quem peidou fui eu.

    O elevador parou e entraram duas pessoas. Na hora eu justifiquei "Ah, pegar elevador essa hora do almoço é um absurdo, vem muito entregador de delivery e o cheiro da comida fica dentro do elevador". Podia ter saído sem essa...

    Finalmente a tortura iria acabar, cheguei no meu andar. Quando saio, o cheiro se mantém...

    "Puts grila, será que pisei na merda?"

    Vou até minha mesa, o cheiro continua...

    Ou seja o prédio inteiro tá com cheiro de bosta!

    Um ambiente insalubre, que bom!

    Bom, pelo menos eu não estou com o olfato funcionando direito porque a minha rinite está atacada. Sabe porquê? Porque vão reformar o andar que eu trabalho, daí tiraram o teto e imagine toda poeira que veio abaixo...

    Talvez tenha até sido uma tática!

    Mataram algumas pessoas, não tinham onde enterrar... Pensaram: "Já sei, na TV!" Outro "Mas e o cheiro?" A resposta "Ah já sei, vamos diminuir o olfato dos funcionários".

    Mas não deu certo. O cheiro está de matar.

    Que bommm! Que saudável, que agradável, que prazeroso, que vontade de ficar aqui até as 22h30, que concentração que vou conseguir atingir, que bommm!

     

    OBS: Acho muito deselegante a palavra "peido". Mas não consegui trocá-la por outra que representasse tamanho mal cheiro.



    Escrito por menina paulinha às 14h15
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    Eu também não queria que fosse assim...

    Eu passei a acreditar no amor, depois desacreditar, depois acreditar de novo... E realmente desacreditar de novo era o que eu menos queria.

    Queria ter nessa vida um amor de contos de fadas, queria dizer que o amor é lindo e tão somente lindo.

    Mas a vida não é conto de fadas.

    Eu não sou boneca, nem vivo o "American Way of Life"...

    Eu busco demais, porque eu tenho sede de viver a vida...

    Não adianta eu tentar atender as expectativas de todos… não serei eu. E eu sou assim de um jeito meio louco meio correto. Desse jeito que faz e que se arrepende.  

    Tudo nessa vida é tão decisivo assim? Tem que ser desse jeito? Sim ou não? Agora ou nunca?

    Quando eu era criança não sentia tanta pressão para acertar... E era tão melhor.

     

    Poderia te culpar, não vou. Mas também não quero carregar o peso da culpa. 

    Acabou.



    Escrito por menina paulinha às 20h55
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    Perdendo a memória

    Estou preocupada com a minha memória.

    Não a memória de uso diário, de rotina, de curto prazo. Mas as de longo prazo. De um passado que era recente e que a cada dia fica mais distante.

    Percebo que estou envelhecendo a medida as situações que eram lembradas com facilidade, com detalhes, movimento, cores, aromas e sabores estão ficando sem vida. Quase estáticas e com cores acinzentadas.

    A primeira vez que tive essa experiência de perceber uma memória "estragada" foi justamente com a minha primeira lembrança de vida.

    A lembrança é de quando eu tinha aproximadamente três anos: estou olhando através da varanda do apartamento, mas de dentro da janela, esperando meu irmão chegar da escola.

    Conforme fui percebendo que aquela realidade, mentalidade e vivência estavam se distanciando da minha vida passei a me forçar a lembrar constantemente para não esquecer daquela sensação. Hoje o que lembro já não é real. Consigo ver a cena de diversas perspectivas e me enxergar de fora do meu corpo, o que obviamente seria impossível na realidade. A verdade é que a lembrança se tornou algo criado, sem sensações, só imagem que já não me identifico nem um pouco.

    Estou lendo A Brincadeira de Milan Kundera e o autor descreve a cena do que poderia ser chamado de amor a primeira vista, mas ele define bem como a captação em um primeiro olhar da essência do outro que se tornaria o ser amado. Bom, o "amor a primeira vista" aconteceu comigo, e por ser algo tão enigmático fico constantemente me lembrando ou tentando me lembrar como foi esse primeiro contato. Só que a cena real está perdendo forma. Lembro cores, lembro ambiente, minha sensação em relação ao ambiente, o meu sentimento por ele na hora. Mas até chegar próximo a lembrança que tive no dia seguinte, por exemplo, tenho que passar muito tempo pensando nisso. E então começo a me questionar se já não adicionei pitadas disso, daquilo e se fantasiei um pouco.

    Mas isso aconteceu apenas há quatro anos e conforme o tempo passa fica cada vez mais distante e a lembrança mais esbranquissada e fantasiada. Imagine entãp a lembrança de quando eu tinha 3 anos... se tornara estará totalmente impessoal.

    Confesso que me assuto quando constato que o tempo não pára que cada dia que passa tenho mais memórias a longo prazo. Não quero me esquecer de muita coisa boa.

     

     



    Escrito por menina paulinha às 01h50
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    http://www.bymk.com.br/looks/116279

    vejam, entrem e comente.. to concorrendo a um  Christian Louboutin



    Escrito por menina paulinha às 14h44
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    quero ficar sem medo de ser feliz

    Às vezes o mundo parece estar escuro, às vezes parece que estou em cima de um buraco negro, às vezes eu não sei onde eu estou e esqueço o que estou fazendo aqui.

    Às vezes tenho vontade de virar do avesso para tomar banho por dentro. Às vezes me sinto a pior criatura do mundo, a mais perdida e a mais sem solução. Às vezes parece que eu realmente não mereço...

    Às vezes acho que enlouqueci. Às vezes tenho vontade de me jogar, mas ponho meu pé pra traz para não fazer ninguém sofrer. Eles tão amados não entenderiam.

    Às vezes tento comparar minha vida com a dos outros. Para ver quais são as probabilidades de eu ser feliz ou de ser mártir. Nesses momentos ser mártir é sempre meu destino.

    Mas os outros momentos da vida valem a pena para passar por esses "às vezes". E nesses outros momentos lembro-me que tenho a família que eu amo tanto, que me apoia em todas as minhas decisões, que me acopanha, que tenho uma melhor amiga morando em casa - minha mãe, e que posso chamar ela pra visitar meu quarto de madrugada e chorar chorar até ficar aliviada denovo e dormir. Que tenho meu irmão que mora no quarto ao lado e quando eu preciso ele deixa eu arrastar o colchão pra lá e me abraça bem forte. Que tenho um pai com palavras doces e sábias. E que tenho um outro irmão construindo a vida tão sabiamente que consigo até pegar emprestada a felicidade dele um pouquinho pra mim.

    Lembro principalmente que tenho o homem mais perfeito do meu lado. Mais lindo, mais gentil, mais inteligente, que me ajuda sempre! Que me ajuda a concluir lições de vida, que me ajuda a enfrentar as situações mais dificeis e que principalmente me faz rir. E me entende mesmo quando eu não consigo mostrar os dentes. Que mesmo quando eu estou lá embaixo num canto escuro dentro de mim, ele se esforça para me tirar de lá e voltar para o dia de sol que tem do lado de fora.

    Lembro que apesar de não saber o que vai acontecer no dia de amanhã, terei força para enfrentá-lo. Porque hoje vivo coisas boas: Um trabalho que eu amo, uma faculdade que estou terminando muito bem feita, amigos e amigas inesquecíveis ao meu lado.

    E conclui, que, posso errar, posso estar confusa (e cada médico chame essa confusão como desejar), mas ainda assim eu tenho motivos para me amar. Gosto de fazer o bem para os outros e me esforço tanto para não errar, se erro sofro em consequencia porque eu sou uma pessoa boa. Tenho amigos tão especiais, se os atraio tenho uma coisa boa. Tenho uma família linda que erradia felicidade, sou uma pessoa boa. Não gosto de falar mal dos outros e cada dia que passa me controlo mais para não soltar nenhuma palavrinha, sou uma pessoa boa. Trabalho com amor e vontade e tenho bons resultados, sou uma pessoa boa. Gosto tanto de arte, sou uma pessoa boa... sou sou e sou. Ponto!



    Escrito por menina paulinha às 11h18
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    eu te amo. 

    como nunca amei ninguém. 

    e nesse exato momento te quero tão bem, tão bem...

    te amo para sempre, de qualquer jeito e em qualquer condição.

    droga, queria escrever bem como você. 

    não consigo descrever, mas o que eu sinto é tão profundo e grande que é impossível mudar. 

    eu sinto tudo isso porque você é assim como é, me trata assim como trata...

    é gostoso dividir com você tantos planos e sonhos. porque é bom ter ao lado alguém que só me deseja o bem também.

    porque é delicioso ter ao lado alguém tão especial como você.

     

     

     

     



    Escrito por menina paulinha às 02h39
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